4 de outubro de 2007

Adeus Amigdalas e Adenóides!

Que dia. Madrugamos para estar no Hospital Rubem Berta às 6:00 hs da manhã com o Igor, Julia ficou na vovó Ivete dormindo. Falamos pro Igor que ele iria ver o Drt. Sérgio no hospital para tirar uma foto da gargantinha e nada mais. Demos entrada e logo fomos acomodados em um quarto na ala das crianças, um quarto muito legal, o Igor adorou tudo e reparou que até tinha frigobar igual ao do hotel. Curtiu colocar o avental de ursinhos, o avental na cabeça... Só não gostou de tomar o remédio rosa de morango, aquele para dar um soninho... Ele começou a ficar molinho, mas continuou esperto. Subi com ele no colo para o andar do centro cirúrgico, local onde não pudemos entrar. Naquele momento, senti profundamente uma dor que só mãe sente nessas horas: entreguei meu filhote nos braços de uma enfermeira para que ele fosse encaminhado à cirurgia. Ele ainda nos deu tchau, pensando que iria apenas tirar a foto com o Tio Sérgio. Virei e nem sei como desci aquelas escadas, não sentia minhas pernas e não consegui segurar o choro, que situação horrível! Eu e o Ricardo entramos no quarto aos prantos só de imaginar que o Igor estava indo para a mesa de cirurgia. Segura coração! Duas horas mais tarde o médico nos visitou para dizer que o Igor estava ótimo e havia feito todos rirem na sala de cirurgia com suas tiradas. Ele retornou dormindo para o quarto, meio sem voz e super choroso. Senti que ele estava sentido, magoado, e só então me toquei que ele devia estar se sentindo enganado. Qdo ele acordou contei a verdade, disse que ele foi tirar a foto e que o Dr. Sérgio acabou fazendo uma operação importante para ele respirar e comer melhor. Ele abriu um sorriso imenso ao ver a vovó Marília e o Vovô Zelão entrando no quarto do hospital para visitá-lo, algumas horas antes de irmos para casa. A vovó levou uma lanterna mágica azul para sua alegria! Tivemos alta ás 16hs e em casa ele continou manhoso, choroso e baixo astral por dois dias. A cirurgia em si não foi nada perto dos momentos em que ele teve que tomar os remédios, um parto em cada dose... Nunca tomamos tantos sorvetes em tão pouco tempo em casa, para a alegria do Igor e de todos nós!

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